Quando você lança sua primeira startup, é fácil vincular toda a sua identidade ao sucesso dela. Você se entrega de corpo e alma, e a ideia de falhar parece um fracasso pessoal. Mas qual é o verdadeiro patamar mínimo de sucesso para quem é fundador pela primeira vez? A realidade é que a régua provavelmente é bem diferente do que você imagina.
Existe uma sensação inebriante e única ao criar seu próprio produto pela primeira vez. Você se sente motivado pelo simples fato de estar criando algo que estará na App Store. Você gerencia seu próprio tempo e constrói sua própria visão.
Mas essa empolgação pode ser uma armadilha. É fácil se deixar levar pela emoção de ser um fundador e perder de vista se o produto em si é realmente viável. Quando você já lançou dezenas de projetos, a novidade pura e simples desaparece. É preciso aprender a olhar para o seu trabalho com objetividade e avaliar se o processo realmente faz sentido.
Você precisa dar um passo atrás e observar sua startup de forma abstrata. Veja-a como um produto, não como uma extensão de si mesmo. Quando você está profundamente apegado, corre o risco de vender sua alma para a empresa que você mesmo criou.
Se o produto não funcionar, isso significa que um conjunto específico de hipóteses e funcionalidades não ressoou com o mercado. Isso não significa que você é um fracasso. Trate o empreendimento como uma hipótese. Se você estivesse criando um produto para um nicho aleatório, como um aplicativo para entusiastas de bicicletas, provavelmente não levaria o fracasso para o lado pessoal. Você precisa aplicar esse mesmo distanciamento emocional ao seu projeto atual, mesmo que seja em uma área que lhe seja muito cara.
O maior medo de muitos novos fundadores é errar e ter que voltar para um emprego corporativo padrão. A ideia de retornar a um "cubículo" após sentir o gosto da liberdade parece a derrota suprema.
Mas aqui está a verdade. Você não falhou. Pelo simples fato de sair da zona de conforto e construir algo do zero, você já fez mais do que a vasta maioria das pessoas que ocupam cargos corporativos apenas retocando seus currículos. Você assumiu um risco, construiu um produto e aprendeu a operar de forma autônoma. Só isso já coloca você muito à frente.
O patamar mínimo de sucesso para um fundador de primeira viagem não é construir um unicórnio. Não é nem mesmo, necessariamente, construir um negócio lucrativo. O patamar mínimo é adquirir a experiência insubstituível de ter tentado.
E se você decidir voltar ao mundo corporativo, não o fará como um funcionário derrotado, mas como um ex-fundador. Você poderá olhar um potencial empregador nos olhos e dizer que sabe como construir coisas do zero. Se eles quiserem você, terão que pagar muito mais. Isso é um sucesso.